Luiz Ildefonso Simões Lopes

Gostamos de negociações olho no olho, do compromisso - admite Luiz Ildefonso Lopes

15 de Maio de 2017

Luiz Ildefonso Simões Lopes | Brookfield Brasil | Gostamos de negociações olho no olho, do compromisso - admite Luiz Ildefonso Lopes
Analistas afirmam que a gestora está capitalizada e tem visão de longo prazo.

Luiz Lopes atribui o fato de a Brookfield ser frequentemente lembrada como candidata a comprar ativos no Brasil ao tempo que o fundo está no país e à extensa rede de relações que desenvolveu desde então. Os canadenses chegaram aqui em 1899, quando participaram da criação da São Paulo Tramway, Light and Power, uma empresa que atuava na geração de eletricidade e transporte de bondes. Poucos anos depois criaram um braço no Rio, que hoje é a Light.

— Temos uma vantagem em relação a outros estrangeiros menos conhecedores do Brasil. E a gente tem um negócio grande aqui hoje. Considerando nossas investidas, são 16 mil pessoas. Por isso, você tem acesso a oportunidades, elas surgem porque você está presente — diz Lopes. — No Brasil, tem tanta oportunidade quanto bloco de carnaval.

— A gente é bem ruim em processos competitivos — admite Lopes. — Eles são padronizados, burocratizados. Gostamos mais do olho no olho, do compromisso, do fio do bigode.

Sediada em Toronto, a Brookfield tem mais de US$ 200 bilhões em ativos no mundo, rivalizando com gigantes como os americanos Blackstone e Carlyle. No Brasil, são cerca de R$ 60 bilhões em ativos e disposição de investir mais alguns bilhões de dólares nos próximos anos, segundo recente entrevista do presidente global da Brookfield, Bruce Flatt, à Bloomberg.

A gestora atua em quatro áreas: infraestrutura, energias renováveis, mercado imobiliário e private equity. No Brasil, acrescenta-se ainda o ramo de agricultura de florestas, que reúne desde fazendas de soja a plantações de eucalipto.

— A Brookfield é largamente conhecida pela visão de longo prazo. Foca em investimentos com tempo de maturação longo, de 15 anos a 20 anos. Para investir em um país em recessão é preciso olhar adiante — avalia Alexandre Chaia, professor do MBA Executivo em Finanças do Insper. Fonte: O Globo Tags relacionadas: Brookfield, Luiz Ildefonso Simões Lopes, Luiz Lopes, Brookfield Brasil, Economia, CEO