Luiz Ildefonso Simões Lopes

Brookfield defende extensão de concessão e regra para distratos

04 de Dezembro de 2018
Luiz Ildefonso Simões Lopes | Brookfield Brasil | Brookfield defende extensão de concessão e regra para distratos
"Enquanto tiver esse distrato não se aposta na retomada do mercado de construção", afirmou Lopes.

O presidente executivo da Brookfield Brasil, Luís Ildefonso Simões Lopes, defendeu a extensão de contratos de concessão e o aperfeiçoamento das regras de distrato na compra de imóveis residências para ajudar a criar empregos logo no início do novo governo.
"O início de retomada de geração de empregos é fundamental", disse, citando que o país tem 13 milhões de desempregados. "Estou pensando mais do lado ético do que na questão econômica."

Lopes participou ontem do seminário "Reavaliação do Risco Brasil", promovido pelo Valor, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan). Segundo ele, há a possibilidade de alavancar imediatamente R$ 8 bilhões em investimentos com a prorrogação de concessões dentro do Programa de Investimentos em Logística (PIL). Essa seria uma forma mais ágil de estimular o início imediato de investimentos. As novas privatizações e concessões devem demorar pelo menos dois anos para terem impacto no emprego, já que é necessário elaborar os projetos.
O executivo disse que outra medida com efeito imediato no emprego seria a aprovação do projeto que modifica os distratos que hoje tramita no Congresso. Para ele, o modelo atual dá excesso de vantagem aos compradores de apartamento nas plantas.

As regras, afirmou, permitem que ao fim da obra o mutuário exerça o direito de não ficar com o imóvel, optando pelo recebimento dos valores históricos pagos, corrigidos pela inflação e taxa de juros - que alguns juízes estariam arbitrando em 1% ao mês. Para ele, o sistema alimenta "uma legião de malandros" que se beneficia quando há queda do valor dos imóveis.
Lopes disse que, alguns anos atrás, a Brookfield chegou a ter 45 mil apartamentos construídos simultaneamente, e hoje apenas 5 mil. "Enquanto tiver esse distrato não se aposta na retomada do mercado de construção", disse Lopes. Segundo ele, após a aprovação na Câmara, o projeto recebeu emendas "perigosas" no Senado.

Ele defendeu ainda a aprovação da reforma da Previdência e a abertura da economia para ampliar a produtividade. "Vai permitir uma modernização muito forte na indústria, especialmente as não tradicionais." Fonte: Portal Valor Econômico Tags relacionadas: Brookfield, Brookfield Brasil, Brasil, CEO, Luiz Ildefonso Simões Lopes, Luiz Lopes, Economia, Ativos, Setores, Concessões, Investimentos