Luiz Ildefonso Simões Lopes

Arteris Fluminense inicia a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do Brasil

20 de Dezembro de 2018
Luiz Ildefonso Simões Lopes | Brookfield Brasil | Arteris Fluminense inicia a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do Brasil
O dispositivo vai conectar a Reserva Biológica Poço das Antas à fazenda Igarapé

​A Arteris Fluminense iniciou a construção do primeiro viaduto vegetado em rodovias federais do país para passagens de animais silvestres. Concebida a partir de um projeto inovador desenvolvido pela concessionária e devidamente aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), pelos órgãos ambientais locais, pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (IBAMA) e Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), a infraestrutura, em conjunto com uma série de outros dispositivos implantados entre o km 190,3 e o km 261,2 da rodovia BR-101 RJ/Norte, elevará este segmento de 72 quilômetros de rodovia ao posto de maior em diversidade de tipos de passagens para animais silvestres do Brasil.

Decorrente de condicionantes ambientais em atendimento pela Arteris Fluminense, o viaduto vegetado foi planejado para ter papel fundamental na conservação da biodiversidade da região. Implantado no km 218 da BR-101 RJ/Norte, em Silva Jardim, e com investimentos de R$ 9 milhões, a estrutura tem como intuito tornar mais segura a travessia da fauna local sobre a rodovia, evitando atropelamentos.

O dispositivo vai conectar a Reserva Biológica Poço das Antas, um dos principais habitats do Mico-Leão-Dourado – espécie ameaçada de extinção e endêmica da região –, à fazenda Igarapé, formando corredores ecológicos para conectar fragmentos florestais isolados, permitindo assim o fluxo genético entre as populações selvagens. A primeira etapa da fase de obras refere-se à mobilização de equipes e de equipamentos, além de preparação dos canteiros de obras.

"Trata-se de um investimento de caráter extraordinário, que reforça o compromisso da Arteris em resolver uma questão muito peculiar e desafiadora naquela região. Teremos um dispositivo inovador, que será testado em seu objetivo de contribuir de forma decisiva com a preservação da fauna que habita e transita na região da rodovia, além de promover a segurança viária para todos os usuários da BR-101/RJ", ressaltou o diretor-superintendente da Arteris Fluminense Odílio Ferreira.

Diante da complexidade e do investimento previsto, a Arteris Fluminense contou com auxílio de especialistas e buscou experiências em outros países para desenvolver uma solução inovadora que atende toda a diversidade da fauna da região. Com dimensões de 54m de comprimento por 20m de largura, o viaduto vegetado será coberto de plantas e árvores nativas da Mata Atlântica definidos pelo ICMBio, além de rampas de acesso e cercas vivas de 2m de altura para condução dos animais ao dispositivo.

Com investimentos superiores a R$ 52 milhões, a construção das passagens de fauna inclui, além do viaduto vegetado em Silva Jardim, quatro estruturas rígidas de concreto e outras seis em metal. Inéditas em rodovias federais do país, ambas têm como objetivo conectar árvores (conexão copa-a-copa) de uma extremidade a outra da rodovia. Adicionalmente, o projeto também contempla 15 passagens subterrâneas e nove passagens sob vãos secos das pontes.

Do total de 15 passagens de fauna subterrâneas previstas no segmento duplicado entre Casimiro de Abreu (km 190,3) e Rio Bonito (km 261,2), nove já estão em fase avançada de obras. Diferente das passagens de fauna inferiores utilizadas em outras rodovias, que compreendem o uso de dispositivos de drenagens adaptados à fauna, os projetos desenvolvidos pela Arteris Fluminense preveem a construção de galerias de concreto em formato retangular, além de cercas delimitadoras e o plantio de 2 mil árvores de espécies nativas em cada dispositivo.

O conjunto de dispositivos, assim que construído, tornará a rodovia administrada pela Arteris Fluminense como a que comporta o trecho com maior diversidade de tipos de passagens de fauna do Brasil. "Espera-se com isso que a BR-101/RJ se transforme em um modelo em termos de medidas de proteção à fauna em obras do setor rodoviário", destaca Luís Paulo Ferraz, secretário-executivo da Associação Mico-Leão Dourado, que participou do projeto com a Arteris e demais instituições e órgãos públicos, como Ministério do Meio Ambiente, ANTT, IBAMA, ICMBio.​​ Fonte: Site Arteris Tags relacionadas: Brookfield, Brookfield Brasil, Brasil, CEO, Luiz Ildefonso Simões Lopes, Luiz Lopes, Economia, Ativos, Setores, Arteris, Infraestrutura